A Cirurgia Plástica é especialidade única e indivisível, logo, não há como separar a estética da reparação. Mas, de um modo geral, quando se fala em Cirurgia Plástica reconstrutora é senso comum que o objetivo é a correção de deformidades congênitas (de nascença) e/ou adquiridas (traumas, alterações de desenvolvimento, pós cirurgia oncológica, acidentes e outros), ou ainda quando existe déficit funcional parcial ou total.
Dentre as malformações congênitas destacam-se as fissuras labiopalatais (contemplam o conhecido lábio leporino), que geralmente são tratadas por cirurgiões especializados nessas patologias; as deformidades urológicas, que hoje em dia também fazem parte campo de atuação do cirurgião pediátrico e do urologista; e lesões cutâneas. Exemplos deste último grupo são os nervos melanocíticos, os hemangiomas e as malformações vasculares.
Por sua vez, lesões adquiridas passíveis de cirurgia reconstrutora são ainda mais comuns. Sobretudo porque abrangem o tratamento do câncer de pele, que é a neoplasia maligna mais frequente no Brasil e no mundo.

Os principais tipos de tumores cutâneos são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma maligno, sendo geralmente essa a ordem crescente de agressividade. É comum a retirada cirúrgica da lesão seguida de fechamento simples ou primário, com enxerto de pele, ou com retalho local ou à distância. Essas mesmas técnicas, acrescidas ainda de modernos curativos como o à vácuo ou com matriz dérmica, são utilizadas para reparação de feridas, outro grande grupo de lesões adquiridas. Vale a pena destacar as feridas complexas com exposição óssea ou cartilaginosa, que podem requerer retalho microcirúrgico, que é aquele que utiliza lentes de aumento ou microscópio para a sua confecção. A microcirurgia também é fundamental no tratamento de alguns casos de paralisia facial.