O envelhecimento da face é um processo complexo de alterações simultâneas de seus diversos componentes. Há reabsorção óssea e de tecido gorduroso, sobra de pele flácida, formação de rugas e de sulcos, como o nasogeniano ou bigode chinês. Sabemos que nenhuma dessas modificações remete à estética, tema tão debatido por inúmeros filósofos e estudiosos e, de fato, determinados padrões e parâmetros faciais que conferem beleza foram formulados ao longo da história da humanidade. Exemplo clássico é a divisão vertical da face em terços superior, médio e inferior, todos com a mesma altura. Mas, apesar dessas tentativas de se determinar o que é belo, hoje se sabe que não existem regras universais, devendo o rejuvenescimento cirúrgico ser o mais anatômico e natural possível.
O procedimento cirúrgico estético que tem como objetivo rejuvenescer a aparência do rosto e do pescoço é chamado de lifting facial. Como o próprio nome diz, essa cirurgia irá levantar os tecidos que caíram por efeito do tempo e da ação da gravidade. O lifting ou lift também é conhecido como ritidoplastia, por ser a cirurgia plástica que trata as rugas (rítides=rugas). Pode ser dividido de acordo com a classificação já mencionada dos terços faciais.

O primeiro tipo é o lifting do terço superior, que permite o rejuvenescimento da testa ou fronte, e a ascensão da posição das sobrancelhas. Pode ser executado por uma incisão na linha de implantação do cabelo (pré-capilar), tal qual a frontoplastia para redução do tamanho da testa, ou por acesso no meio do cabelo (coronal). Além disso, as rugas frontais e da glabela (região acima do nariz) podem ser suavizadas pelo tratamento dos músculos da região: frontal, corrugadores dos supercílios e prócero. O lifting do terço superior também pode ser executado por videoendoscopia, sendo alternativa interessante para pacientes que não apresentam sinais graves de envelhecimento.